A poesia nasceu e cresceu fora do meu corpo longe das minhas mãos e agora cresce sem papel nem linhas para prender cresce livre sem saber que nasceu...
Voei livre sem pele sem porto um vento vivo um corpo morto... Voei nas lembranças e fui soltando as amarras que o passado cravava na minha pele... e quando todas voaram umas mãos me agarraram e nelas me recolhi verdadeira... corpo e vento... gelo e fogueira... una dentro do teu abraço... una no tempo e no espaço... Para ti de novo inteira!
A vida continua nas palavras que todos repetem à tua volta como uma rede que te agarra... Rede onde cais e cais sem parar feita de sonhos desfeitos e dias que não vão chegar...
Partiste e ficaste... preso na minha palavra escrita sonhada Partiste e ainda não voltaste e eu já não espero já não quero mas ainda escrevo... Ainda te vejo a sonhar ao som de uma musica em particular... Presa a lembrança do teu beijo que não posso sentir porque tiveste que partir e eu tive que ficar...